terça-feira, 18 de dezembro de 2012

E o coração que teima em bater


Terça-feira
O céu agora chora e se transborda de emoção. As nuvens que carregam todo o sentimento e a razão...
E assim ela vai guiando seu guidon pra um rumo mais ameno.  Um mundo que não cabe um “nosso” nem um “nós”.
Ela sabe que precisa sim de todo cuidado, porem sua vista anda desfocada para perceber. Mesmo que muitas sejam as mãos que se estendem para afanar seus medos, ela fica, prefere ficar mais retraída ali no canto. Talvez seja uma forma mais convicta de ser forte, de estar preparada pra algo, ou seria apenas uma máscara como aquelas que disfarçam o que os sentimentos teimam em mexer. E o coração teima em bater.


Avistou, fingiu não ver. Sentiu, fingiu não ter. Calou, fingiu não querer. Mentiu, pra proteger. Fugiu, quando melhor era mesmo correr. Sorriu, na ora exata de chorar...


2 comentários:

— Sαmαnthα S. disse...

"Mesmo que muitas sejam as mãos que se estendem (...)
prefere ficar mais retraída ali no canto"

E quando não se tem aquela mão especial, aquela mão que a gente realmente quer, que realmente necessita, as outras são apenas outras, e acabamos ficando mesmo retraídas.

'Calou, fingiu não querer'

Belas palavras, moça. sz

N.D disse...

aaaah, juro que gostou? *-*
obrigada, nada comparado a vc, mas eu tento.

É pequena, as vezes calar seja melhor forma de se mantér mais forte, não desmoronar.
E de tantas mãos que nos rodeia, nenhuma delas é aquela que te preenche como antes.
Mas, a gente luta e vai em frente.
=*